Todas as
religiões possuem um vocabulário peculiar através da qual expressam sua fé e
realizam seus rituais. O conhecimento destes termos possibilitara àqueles que
mesmo não participando de determinada expressão religiosa possam adquirir uma
compreensão maior de seu significado. Nesse espaço vamos construindo um
vocabulário básico dos termos que fazem parte das múltiplas religiões que
perfazem o mundo religioso no qual estamos inseridos.
Aaronitas: descendentes imediatos de Arão, primeiro sumo sacerdote israelita,
instituido por Moisés ainda no deserto. Seus descendentes (levitas) receberam
treze cidades quando adentraram os limites de Canaã, nos dias de Josué.
Abhidhamma: Compõe a terceira e para alguns a mais profunda parte das escrituras
sagradas do Budismo. Suas origens remontam aos séculos IV e III AEC,
desenvolvendo os ensinos são provenientes da antiga Suttanta. Ao menos duas
escolas permaneceram, ainda que de posicionamentos distintos: os
sarvastivadina ao norte da Índia; e ao sul os theravada preservada na língua
Páli. Ainda nos primeiros séculos EC o principal centro de atividades passou a
ser o Ceilão onde se produziram diversos comentários procurando esclarecer
muitos pormenores que haviam ficado irresolutos. Os principais comentaristas
foram: Budaghosa, Buddhamma, Ananda e Dhammapala; uma introdução clássica foi
produzida por Anuruddha ainda no século XI.
Ablução: Termo usado para designar a lavagem ritual religiosa destinada a
remover simbolicamente as impurezas do ofertante antes da prática de atos
religiosos ou depois de contato com coisas consideradas impuras.
Abraâmicas (religiões): São as denominadas tradições religiosas que têm na figura de Abraão o
personagem fundante, o judaísmo, cristianismo e islamismo. Todas elas ensinam
uma fé monoteísta; Deus como o criador distinto da criação; todo ser humano
deve obediência a Deus.
A.C. [a.C.]: sigla para designar a divisão da História utilizando o surgimento de
Cristo, prevaleceu por muitos séculos em todas as áreas do saber, mas
atualmente tem sido muito questionado e outras opções tem sido utilizadas.
Acróstico: forma literária ou poética onde as letras utilizadas para iniciar
versos ou estrofes, podem quando lido de cima para baixo formarem uma palavra,
uma frase ou reproduzirem o alfabeto. O Salmo 119 foi elaborado em forma
acróstica, pois cada verso inicia-se com uma letra do alfabeto hebraico. Outro
exemplo é o poema que esta no livro de Lamentações (capto. 3).
Adivinhação: Tem um papel relevante dentro de diversos sistemas religiosos, tanto nos ramos africanos quanto das religiões provindas do Oriente Médio. É tido como meio para se descobrir respostas a toda sorte de questões espirituais ou físicas. Entre outras formas as principais são: oráculos e médium, mas ambas são intermediadas pelos espíritos. Os gregos e romanos utilizavam que antes de qualquer batalha ou ação política consultavam seus respectivos oráculos ou médiuns.
Adonai: um dos nomes de Deus na Bíblia. Significa "meu Senhor" e se constitui em um plural majestoso. Os israelitas o pronunciavam no lugar de "Yahvé" o nome pelo qual Deus se revelou a Moisés e se relaciona diretamente à Aliança. A Vulgata Latina emprega o substantivo "Dominus" (O Senhor), que tem o sentido de domínio, posse, soberania e árbitro.
A.E.C: "antes da era comum" nova forma de identificar os eventos históricos, substituindo o tradicional A.C. (antes de Cristo). A expressão "era comum" é o período histórico compartilhando tanto pelos judeus quanto pelos cristãos. Nos centros acadêmicos a tendência atual é utilizar A.E.C. em lugar de a.C.
Adivinhação: Tem um papel relevante dentro de diversos sistemas religiosos, tanto nos ramos africanos quanto das religiões provindas do Oriente Médio. É tido como meio para se descobrir respostas a toda sorte de questões espirituais ou físicas. Entre outras formas as principais são: oráculos e médium, mas ambas são intermediadas pelos espíritos. Os gregos e romanos utilizavam que antes de qualquer batalha ou ação política consultavam seus respectivos oráculos ou médiuns.
Adonai: um dos nomes de Deus na Bíblia. Significa "meu Senhor" e se constitui em um plural majestoso. Os israelitas o pronunciavam no lugar de "Yahvé" o nome pelo qual Deus se revelou a Moisés e se relaciona diretamente à Aliança. A Vulgata Latina emprega o substantivo "Dominus" (O Senhor), que tem o sentido de domínio, posse, soberania e árbitro.
A.E.C: "antes da era comum" nova forma de identificar os eventos históricos, substituindo o tradicional A.C. (antes de Cristo). A expressão "era comum" é o período histórico compartilhando tanto pelos judeus quanto pelos cristãos. Nos centros acadêmicos a tendência atual é utilizar A.E.C. em lugar de a.C.
Adventismo: É um movimento religioso milenarista que ensina que no retorno de
Cristo haverá a implantação de um reino milenar sobre a terra. Esse conceito é
antigo dentro do cristianismo, mas foi com William Miller, pastor batista
americano (XIX) que o conceito de popularizou. Deste movimento incial surgiram
diversas denominações sendo a mais conhecida a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Também derivou-se outros movimentos religiosos periféricos como as Testemunhas
de Jeová e os Cristadelfos.
Adventistas do Sétimo Dia: Um grupo dissidente do movimento produzido por William Miller adotou
essa nomenclatura a partir de 1861. Sua ênfase está na prática religiosa
estabelecida no Primeiro Testamento e/ou Antigo Testamento, com suas restrições
alimentares. O conjunto de doutrinas por eles ensinadas se contrapõe ao
pensamento ortodoxo evangélico brasileiro, de maneira que eles são tidos como
uma seita exclusivista e sectária. Outro fator negativo é o fato de que eles
dão o mesmo valor de Escrituras para as interpretações, visões, sonhos e
revelações da profetiza Ellen White.
Aforismo: vem do grego e se refere a uma afirmação ou formulação de uma
verdade. Os provérbios são exemplos e Jesus os utiliza de forma didática (Mt
6.21).
Agama: Composta por uma coleção de discursos do Buda (sutras), utilizados
nas tradições budistas fundamentadas no sânscrito. Há quatro ágamas:
Dirghagama, Madhyamagama, Samyuktagama e Ekottatikagama.
Aggadah: Refere-se ao material não-jurídico dos comentários rabínicos que
versão sobretudo da teologia, ética e folclore judaico. Utiliza-se
abundantemente das formas parabólicas e históricas para ilustrarem os
princípios fundamentais da fé judaica. Os judeus ortodoxos entendem como sendo
normativos e os judeus não ortodoxos os aceitam como referenciais.
Agnosticismo: É o conceito desenvolvido por T. H. Hunley (XIX) de que qualquer
conhecimento sobre o ser divino, a imortalidade e o mundo sobrenatural é
inacessível à mente humana e tornou-se um contraponto para aqueles que não
desejam afirmar um ateísmo dogmático.
Aiatolá: É o título da maior autoridade do islamismo xiita e significa
“Milagroso sinal de Deus”. O Xiismo tem dois centros religiosos principais
estabelecidos nas chamadas cidades-santuários no Iraque e no Irã (Pérsia), onde
os mujtahids (os que se esforçam por interpretar a fé) formulam os juízos
autorizados em assuntos de fé e prática islâmica. A influência do Aiatolá
muitas vezes extrapola a esfera religiosa e envolve-se diretamente com a esfera
politica e jurídica do país.
Akhira: Refere-se à vida após a morte no Islamismo, em contraste com a
vida presente (dunya). Para eles após o Juízo Final, os bons serão separados
dos amaldiçoados (qiyama). Sua concepção de Paraíso é descrito em termos
físico, tanto no Corão como no Hadith, em forma de um Jardim luxuoso (jannat
al-firdaus), com todas as formas de prazeres sensuais, que tem sua culminância
na visão gloriosa de Deus (Alá). Atualmente muitos interpretes do Alcorão tem
incluído além dos prazeres materiais as bem-aventuranças espirituais. O inferno
(jahannam), por sua vez, é um lugar de fogo, compartimentando em zonas
concêntricas, para diferentes tipos de pecadores, comandado por Malik e demais
demônios do inferno.
Alá (Allah): É o nome de Deus no Islamismo e ainda que de traduz incerta o nome
pode significar “o Deus”. Ainda que essa divindade não fosse a única
reverenciada na Arábia, o profeta Maomé o proclamou como sendo o único
verdadeiro Deus. No Corão é acentuada a unidade (tauhid) de Deus e toda forma de
politeísmo (shirk) torna-se pecado imperdoável. Alá é o criador de toda a
existência (khalq), portanto controla toda a natureza; é o senhor soberano que
haverá de julgar todo o gênero humano (qiyama) nos últimos dias.
Alef (א): Primeira letra do alfabeto hebraico. Corresponde ao Alif árabe, ao
Alaf sírio e ao Alfa grego, na transliteração para o português não é uma
vogal, mas uma consoante pronunciada com tom glótico e nos últimos tempos
tornou-se uma letra completamente muda e sendo empregada como uma vogal para
indicar um “a” longo (como em “carro”). O nome significa “boi”
e, na forma mais antiga da escrita hebraica, a letra tinha a forma de uma cabeça-de-boi.
A raiz (ףלא) vem da raiz לא (El) e na bíblia hebraica é utilizada para se
referir a “Deus” ou “deus”. Alef e Tav são
a primeira e a última letra do alfabeto
hebraico e a expressão de “alef a tav” significa “do começo ao fim”.
Aliança: É um termo caro ao judaísmo e cristianismo e tem sua origem nos
tempos de Moisés. Deus escolheu a nação israelita para se constituir na
comunidade da Aliança na qual Javé se compromete em acordo solene ser o Deus
deles e Israel se comprometia em ser um povo obediente aos termos estabelecidos
na Aliança, na qual os chamados Dez Mandamentos se constitui em uma síntese dos
termos estabelecidos. Esse modelo pode ser encontrado nos tratados legais
estabelecidos entre os soberanos e seus súditos (vassalos) no Oriente Próximo.
Todavia, todas as vezes que o povo negligenciava os termos da Aliança o próprio
Javé enviava-lhes um profeta para fazê-los lembrar dos termos estabelecidos na
Aliança.
Alquimia: É a busca de uma substância (a pedra filosofal ou o elixir) que
tem poderes de transformar (transmutar) metais inferiores em ouro ou ainda
conferir imortalidade ao ser humano e que pode simbolizar a busca pela
perfeição final. A alquimia é uma simbiose entre espiritualidade e a química
utilizada por seus praticantes. Os alquimistas de origem chinesa (Tao Chiao)
utilizavam os produtos químicos e as técnicas contemplativas para alcançar a
harmonia espiritual e prolongamento da vida. No Ocidente a Alquimia chega
através dos textos gnósticos (gnosticismo) que continham princípios de
metalurgia. A ideia é que o ser humano é originalmente produzido de um metal
inferior e precisa ser ou alcançar a transmutação para alcançar a perfeição
espiritual. No mundo cristianizado alcança seu apogeu no período entre 1400 e
1700 e impulsionou a pesquisa cientifica (R. Boyle, 1627-91 e Sir Isaac Newton,
1643-1727) foram profundamente interessados nos princípios da Alquimia. Com o
desenvolvimento científico a alquimia foi perdendo sua relevância e em meados
do século XIX praticamente desapareceu no Ocidente. O psicólogo C. G. Jung
(1875-1961) resgatou os princípios espirituais da Alquimia, para ele a Alquimia
é o meio pela qual o processo de individuação é manifesto nos fenômenos da
mudança química. A chamada medicina tradicional ou natural apropria-se de
conceitos provindos da Alquimia.
Amesha Spentas: De acordo com o ensinamento de Zoroastro os Imortais “Sagrados” ou
“Benéficos” são tradicionalmente sete, ainda que haja discordância entre os
estudiosos. São seres celestiais, com certa semelhança com os arcanjos da
crença cristã. Cada um deles torna-se guardião de uma das sete criações e são
simbolicamente representados nos ritos centrais (Yasna). São descritos em
formas humana tanto masculina quanto feminina. Cada um deles se constitui em
aspectos da natureza divina que cada pessoa pode e deve compartilhar, com
exceção Spenta Mainyu, o Espírito Santo. Eles habitam aqueles que buscam uma
vida de virtude e devoção de maneira que cultivam os Imortais dentro dele. Os
sete Imortais são: Ahura-Mazda (Sábio Senhor); Spenta Mainyu (Espírito Santo);
Vohu Manah (Bom Propósito); Asha (Retidão); Khshathra (Poder, Reino); Armaiti
(Devoção); Haurvatat (Saúde) e Ameretat (Imortalidade).
Amidah: Dentro da Liturgia judaica ela se constitui na Oração principal. O
termo significa “estar em pé”, pois ela deve ser feita de pé e sempre voltado
na direção de Jerusalém. É constituída de dezenove bênçãos, mas passou a ser
conhecida como Shemoneh Esreh (Dezoito) com a inclusão no século II de uma
bênção contra os hereges. Deve ser recitada três vezes ao dia, modificada
apenas nos sábados (Shabbat) e nas Festas Religiosas (Chagin).
Ámon: Sua origem é
Tebas, mas durante a dinastia XVIII os príncipes tebanos o elevaram à condição
do deus supremo do panteão egípcio associando-o ao deus Rá (Ámon-Rá); nos
templos de Karnak era adorado juntamente com a esposa Mut e o filho Khonsu. Foi
tão popular que seu clero chegou a se constituir em ameaça a soberania real
entrando em declínio e substituído pelo culto de Atón (Atonismo).
Anabatista: Significa “rebatizadores”,
movimento pós Reforma Protestante (XVI). Exigiam que todos que foram batizados
na infância deveriam serem rebatizados como marca da condição de membro da
igreja cristã.
Anglicanismo: O nome dado à Igreja da Inglaterra após sua instituição pelo rei
Henrique VIII e rompimento com a Igreja Romana. Ainda que no embalo dos
movimentos reformistas protestantes a instituição anglicana optou por uma
reforma mediana, mantendo elementos da teologia e liturgia católica romana e
acrescentando elementos da teologia e liturgia reformada. Manteve a organização
episcopal, mas cabe ao rei a primazia eclesiástica. Sua liturgia foi
estabelecida no Livro de Orações Comuns (1662) e seus princípios teológicos na
Lei dos trinta-e-nove artigos (1563). Sua presença no Brasil sempre foi
diminuta, apesar de ter sido a primeira a construir um templo não católico no
país.
Animismo: Equivocadamente relacionado aos sistemas religiosos de tradição
africanos, todavia o termo foi originalmente utilizado por sir Edward B. Tylor
(1832-1917), fundamentado nos pressupostos da teoria evolucionista de Darwin,
como uma definição “mínima” de religião. A ideia é que o “ser humano primitivo”
desenvolveu, através de sonhos, a concepção de anima, ou o princípio espiritual
que anima os objetos materiais, de maneira que qualquer objeto da natureza ou lugares
específicos, bem como as representações através de máscaras, totens, possuem
poderes místicos e/ou espirituais. Para Tylor foi o medo que originou os cultos
e o desenvolvimento da religião. Esse conceito caiu em desuso pelo fato de não
levar em consideração as complexidades de muitas religiões que não oferecem um
sistema religioso escrito.
Ano Sabático: de acordo com as leis registradas no livro de Levítico a cada sete
anos, deveria haver um "Sabath" - um ano de "solene
repouso" para o solo da terra de Israel (Lv 25.4). Alexandre, o Grande,
inteligentemente suspendeu os impostos durante o ano sabático, todavia, os
procônsules romanos foram intransigentes. [agrônomos provaram que este descanso
da terra é fundamental para a preservação da qualidade do solo].
Antropomórfico: é o termo que se utiliza quando o escritor bíblico atribui
qualidades humanas à Deus (ex. os olhos de Deus; a mão do Senhor,
etc...).
Apócrifo: identifica toda a literatura extra-biblica, ou seja, aqueles livros religiosos que não foram incluindos no cânon tanto do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento. Alguns desses livros foram incluídos no cânon bíblico católico e ortodoxo.
Apócrifo: identifica toda a literatura extra-biblica, ou seja, aqueles livros religiosos que não foram incluindos no cânon tanto do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento. Alguns desses livros foram incluídos no cânon bíblico católico e ortodoxo.
Áquila [α´]: uma tradução bem literal do Antigo Testamento para o grego,
datada próximo de 130 d.C. e foi incluída na terceira coluna da Héxapla.
Aramaico: é uma das línguas semitas e que compartilha de muitas semelhanças
com o hebraico. Alguns textos bíblicos utilizam essa língua (ex. Gn
31.47b; Ed 4.8-6.18; 7.12-26; Jr 10.11b; Dn 2.4b-7.28). O termo se refere ao
povo arameu, nome pré-helenístico da Síria, Arã. Eles não estabeleceram um
império poderoso, mas seu idioma predominou sobre todos os povos da região do
Oriente Próximo e a razão é que criaram um sistema alfabético em substituição
ao sistema cuneiforme até então utilizado. Após o exílio babilônico, quando a
língua hebraica entrou em declínio, o aramaico se tornou o principal idioma do
judaísmo, inclusive na Judeia, como fica evidenciado nas literaturas do
Mishnah, Midrash e Talmud. Jesus e seus discípulos utilizaram o
aramaico para se comunicar na diversas regiões da judaicas.
Arca da Aliança: era a caixa no qual Moisés depositou as tábuas de pedra contendo os termos da Aliança estabelcida por Deus com os israelitas, no monte Sinai. Demarcava também a presença gloriosa de Deus no meio de Seu povo. Temos o registro do desenho e da construção dela no capítulo 25 do livro do Êxodo. A Arca desapareceu completamente.
Arca da Lei: é um simples armário, forrado por dentro com seda ou veludo, no qual se guarda, em posição vertical, o Rolo da Lei [Pentateuco], em pergaminho (Sefer Torah). É a peça mais importante em um Sinagoga.
Asmoneus [Hasmoneus]: é o nome de uma família judaica (os Macabeus) e seus descendentes que iniciaram uma grande rebelião contra o domínio sírio em 167 a.C. e que em parte está registrada nos livros de Macabeus (1Mb 14.25-45) e do historiador Josefo (in Antiq. 20.8.11); ver vocábulo Macabeus.
Astarote: era um deusa do panteão cananita. Ela controlava o mar e era consorte de Baal, deus da fertilidade e da agricultura. Apesar de toda advertência de Deus, os israelitas acabaram se deixando seduzir por esses deuses, inclusive levantando altares e prestando-lhes cultos. O grande atrativo desses cultos cananitas eram seus rituais de fertilidade regadas a sexo com suas prostitutas sacerdotais.
Autógrafo: é o termo que se refere à edição original de um trabalho particular, escrito ou ditado pelo autor. É a primeira cópia da qual todas as cópias seriam mais tarde reproduzidas.
Arca da Aliança: era a caixa no qual Moisés depositou as tábuas de pedra contendo os termos da Aliança estabelcida por Deus com os israelitas, no monte Sinai. Demarcava também a presença gloriosa de Deus no meio de Seu povo. Temos o registro do desenho e da construção dela no capítulo 25 do livro do Êxodo. A Arca desapareceu completamente.
Arca da Lei: é um simples armário, forrado por dentro com seda ou veludo, no qual se guarda, em posição vertical, o Rolo da Lei [Pentateuco], em pergaminho (Sefer Torah). É a peça mais importante em um Sinagoga.
Asmoneus [Hasmoneus]: é o nome de uma família judaica (os Macabeus) e seus descendentes que iniciaram uma grande rebelião contra o domínio sírio em 167 a.C. e que em parte está registrada nos livros de Macabeus (1Mb 14.25-45) e do historiador Josefo (in Antiq. 20.8.11); ver vocábulo Macabeus.
Astarote: era um deusa do panteão cananita. Ela controlava o mar e era consorte de Baal, deus da fertilidade e da agricultura. Apesar de toda advertência de Deus, os israelitas acabaram se deixando seduzir por esses deuses, inclusive levantando altares e prestando-lhes cultos. O grande atrativo desses cultos cananitas eram seus rituais de fertilidade regadas a sexo com suas prostitutas sacerdotais.
Autógrafo: é o termo que se refere à edição original de um trabalho particular, escrito ou ditado pelo autor. É a primeira cópia da qual todas as cópias seriam mais tarde reproduzidas.
Baal:
Figura central de muitas
narrativas ugaríticas (Fenícias), onde ele é adorado como
deus-guerreiro em Canaã. Ele
é filho de El, principal divindade ugarítica; a consorte de Baal
era Astartéia (Istar), deusa da batalha: suas filhas eram Mist e
Dew. Após vencer Mot, deus da seca e da morte, Baal tornou-se o deus
da chuva e da fertilidade da terra. Os profetas israelitas combateram
de forma implacável os profetas de Baal.
Babilônios:
São os remanescentes da última enfeudação dos Sumerianos. Após
inumeras batalhas a Babilônia veio a se constituir na capital
política e cultural de toda uma vasta região, incluindo Suméria e
Acádia e posteriormente Mari e Eshnunna – tofdas poderosas cidades
estados. O rei Hamurabi produziu um código de leis que perdurou por
muitos séculos. O deus Marduque foi colocado como supremo. A epopeia
de Gilgamesh , importante poema religioso em louvor de Marduque,
narra entre outras coisas, a criação final do mundo por Marduque –
incluindo uma versão do dilúvio mundial. Os babilônios ficaram
famosos por suas observações astronômicas (astrologia) e sua
ciência divinatória (adivinhação).
Babismo:
Seita mulçumana que se derivou do xiismo persa no princípio do
século XIX e se constitui em importante precursor do Bahaísmo.
Bahaísmo:
Fundado por Baha’Ullah (1817-1892), inicialmente um babista.
Deixando o espírito sectarista autoritário pós-xiita, tornou-se
uma religião universalista. Ele sofreu aprisionamento e exílio por
causa de suas crenças. Posteriormente viveu em Bahji onde escreve a
obra Kitab-i-iqan (O Livro da certeza), contendo as leis e
ensinamentos básicos dessa religião. Segundo ele Deus é
transcendente e incognoscível, mas se manifesta através da criação
e especialmente por meio de seus profetas, através dos quais Deus
expressa sua vontade e atributos. Seu propósito maior é a paz
universal, sustenta a unidade da raça humana, rejeita todo tipo de
preconceito, ensina que todas as religiões partilham uma unidade
essencial e oram pelos mortos. Se consideram não-dogmáticos, sem
ritual público formal, nem clero e sem escrituras autorizadas. Seus
locais de reuniões realizam devocionais informais e funcionam dentro
de uma estrutura administrativa. Após a morte de Baha’Ullah, seu
filho, Abbas Effendi (Abdul Baha) tornou-se seu sucessor e empreendeu
o trabalho missionário na Europa e na América sendo amplamente
divulgado em todos os Continentes. O centro administrativo
localiza-se em Haifa, Israel. Para os islâmicos ortodoxos seus
ensinamentos são considerados heréticos.
Bhagavad-Gita:
A escritura hindu - “A canção do Divino Mestre” que se
constitui no livro mais popular do Hinduísmo no Ocidente. É uma
parte do épico, o Mahabharata, sendo datado entre 200 a.C. e 200
d.C. Para os hinduístas atuais, esse livro representa a essência da
religião hindu, com a mensagem da existência de muitos caminhos
para a salvação. A canção consiste em um longo diálogo, entre o
herói, Arjuna, e seu cocheiro, na verdade o Senhor Krishna em forma
humana (o que o herói desconhecia). Quando para iniciar a grande
batalha de Kuruksetra, Arjuna hesitou em relação à morte de seus
companheiros (entre os quais alguns familiares), mas é avisado por
Krishna de que deve cumprir o se dever de modo imparcial – o que é
apropriado para sua casta, como um guerreiro. Entre os estudiosos
como o budista Edward Gonze, entendem que o tom piedoso do Gita é
decorrente da influência do cristianismo, e a canção foi composta
para opor-se aos ensinos cristãos. Em conformidade com esse texto
hinduísta fica difícil defender que o hinduísmo é uma ideologia
pacifista, a não ser que se interprete o cântico inteiro como sendo
uma grande alegoria, o que os hindus de forma geral não aceitam.
Bhakti:
Um dos três principais caminhos da salvação ensinado dentro do
hinduísmo (Carma e Jnana). O significado deste termo é devoção,
mas com o tempo passou a designar alguns movimentos dentro das
religiões indianas, especialmente o hinduísmo, para os quais o
termo significa o amor a Deus (ou deuses). Deste modo Bhakti é a
submissão amorosa dos fiéis à divindade como meio de graça e
salvação. O movimento Hare Krishna é provavelmente o mais popular
movimento Bhakti no Ocidente.
Bíblia
(cristã): A Bíblia da Igreja Cristã compreende duas coleções
de escritos denominados de Antigo Testamento e Novo Testamento. A
primeira parte é composta pelas literaturas contidas na Bíblia
Hebraica (judaica); a segunda parte é composta pelas literaturas
produzidas no primeiro século da era cristã. No Catolicismo Romano
e nas Igrejas Ortodoxas (Oriente)a revelação da escritura tem de
ser compreendida através da tradição da Igreja (autoridade). Após
a Reforma Protestante resgatou-se a ideia de que as Escrituras se
contituem em autoridade máxima de fé e prática em si mesma sem a
autenticação eclesiástica.
Bodisatva:
Refere-se ao ser que possibilita à iluminação ou estado búdico.
Dentro da tradição budista maaiana, a ideia evoluiu de tal maneira
que o Bodisatva veio a se constituir em uma figura redentora – que
renuncia à iluminação para trazer a salvação a todos os seres
sensíveis.
Brahma:
Dentro da tradição hinduísta é o deus criador, quase sempre
associado com os deuses Vixnu e Xivas, que perfazem uma “trindade”,
onde Brahma é o equilíbrio entre os outros dois que são forças
antagônicas: trevas e luz; morte e vida. Todavia, Brama não é
mencionado nos hinos védicos (Veda), nos quais Prajapati é o deus
criador. Brama é uma variante do vocábulo masculino Brâman ou
“poder sagrado” - a realidade última. Apesar de Vixnu e Xiva
serem cultuados, não há nenhum grupo para o qual Brama seja objeto
de devoção (bhakti).
Brâhman:
Vocábulo neutro referente ao poder mágico ou sagrada implícito nos
sacrifícios da religião védica. Na teologia medieval hinduísta
ocorreram muitos debates sobre a verdadeira natureza de
Brama/brâhman.
Brâmanas:
Antigos textos sagrados hindus, escritos na linguagem sânscrito, que
ensina a razão fundamental e os princípios do sistema sacrificial
dos Brâmanes.
Brâmanes:
Casta sacerdotal da sociedade hinduísta. Eles constituem a mais alta
casta ou varnas da sociedade védica e, ainda hoje, detêm alta
posição social. A função deles é a transmissão das tradições
sanscríticas sagradas (Veda) e a execução de rituais litúrgicos
de sacríficio. Matar um brâmane era um dos cinco pecados mortais.
Nem mesmo a autoridade do rei podia subjugar um brâmane. Na
cosmologia hindu se ensina que no momento da criação, o brâmane
emergiu da cabeça de Brahma. A partir do século XX essa posição
dos brâmanes tem sido fortemente contestadas, como também todo o
sistema de castas.
Bruxaria:
É o sistema de crenças e práticas que envolvem poderes e agentes
sobrenaturais que influenciam os assuntos humanos. Procura sempre se
fazer uma distinção entre bruxaria e feitiçaria. No Ocidente a
crença popular na bruxaria teve seu auge na Idade Média, quando
muitas pessoas foram mortas em fogueiras acusadas de serem bruxas ou
bruxos. Nos séculos seguintes decresceu, mas no final do século XIX
através dos trabalhos de Gerald Gardner e outros ocultistas voltou a
ser popularizada. Em muitos lugares porém, a bruxaria nunca perdeu
seu status quo.
Budismo:
É a designação ocidental para o que geralmente é conhecido na
Ásia por Buddha-Sasana, a religião do Buda. Buda não é um nome
próprio, mas um estado de ser, ou “o Iluminado” ou “o
Despertado”. Tem suas origens no norte da Índia, quando um jovem
príncipe Gautama teve uma experiência religiosa arrebatadora. Após
isso ele começou a pregar a doutrina conhecida por “darma” os
quais propõe transcender o sofrimento e a mortalidade e alcançar o
novo estado do ser. Mas as ideias de budistas foram rejeitadas pelos
sacerdotes hinduístas (brâmanes) e há muitas representações dos
debates de Buda debatendo com os brâmanes. No transcorrer do tempo
uma multiforme pluralidade de escolas budistas surgiram.
Me. Ivan Pereira Guedes
Centro de Pesquisa e Documentação
das Religiões no Guarujá (CPDR)
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ao Hinduísmo
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