terça-feira, 23 de julho de 2019

RELIGIÕES: Introdução ao Hinduísmo


            As chamadas religiões orientais são pouco conhecidas pelos brasileiros que por séculos foram inseridos na região cristã católica romana e posteriormente pelas denominações protestantes evangélicas. A criação do Centro de Pesquisa e Documentação das Religiões no Guarujá visa preencher este vácuo histórico informativo sobre todas as vertentes religiosas, mesmo aquelas em que há pouca representatividade em nossa cidade.
Hinduísmo como religião mundial
Ainda que o hinduísmo seja praticado por pouco mais de treze por cento da população mundial ela encontra-se introduzida em praticamente todos os lugares do mundo e isto ocorre por causa da diáspora de indianos que se deslocam por todos os países do mundo (o mesmo ocorreu com o judaísmo).
Como ocorre com outras tradições religiosas antigas é difícil referir-se ao hinduísmo como uma religião monolítica, pois sua história implica em uma diversidade de tradições que se entrelaçam formando um tecido composto por textos sagrados, crenças e práticas distintas entre si e por esta razão estudiosos contemporâneos têm optado por se referir no plural “hinduísmos” e não no singular “hinduísmo” para pesquisa-lo.
O termo hinduísmo é um derivado do nome de um dos principais rios do Sul da Ásia – o Indus – e foi utilizado desde a época Persa para referir-se ao povo e território localizado ao noroeste do subcontinente.
Como expressão religiosa o termo, que englobava os hoje distintos hinduísmo, jainismo e budismo, foi a forma como os invasores muçulmanos os identificavam ainda na primeira metade do segundo milênio EC, e posteriormente foi o termo utilizado pelos britânicos para se referirem às religiões indianas no período em que dominaram a Índia no século XIX, para distingui-los dos mulçumanos e cristãos.
            Apesar de toda diversidade existente dentro do Hinduísmo – como ocorre em quase todas as religiões, incluindo o cristianismo, judaísmo e islamismo – é possível se encontrar, nesse caso com um grau maior de dificuldade, uma unidade conceitual com base em um conjunto de termos-chave ou crenças peculiares aos hindus, como crença no carma e no renascimento; a natureza impermanente e fundamentalmente sofrida do mundo (samsara – literalmente “divagação” – é o processo contínuo de nascimento morte, vida após vida, em muitas formas e condições diferentes de existência). Através desse processo é possível se libertar do sofrimento e renascimento e a obtenção de um estado permanente de bem-aventurança (moksha). Mas nenhum destes conceitos é exclusivo do hinduísmo, pois outras religiões como o budismo, o jainismo, o espiritismo e muitas religiões africanas também sustentam ensinos semelhantes.
            No exercício de distinguir o hinduísmo de outras religiões similares utiliza-se a categoria dos três caminhos: o caminho da ação ou ritual (karma marga), o caminho do conhecimento ou sabedoria (jnana marga) e o caminho de devoção (bhakti marga).
            Alguns estudiosos optam por distingui-lo com base em sua estrutura social – o sistema de castas – sustentada pela ideologia religiosa. A casta superior é a dos brâmanes, cujo termo Bramanismo (ou Bramanismo) tornou-se um sinônimo de hinduísmo, perpetuando o sistema de castas, com os brâmanes no topo. Mas muitos estudiosos questionam essa conceituação como expressão unificadora da religião hinduísta.
            Outra forma de se perceber a unidade do hinduísmo é o valor autorizativo que se dá aos livros Veda e Purana – os mais antigos e universalmente reconhecidos textos sagrados do hinduísmo. São nestas fontes que o hinduísmo fundamenta sua legitimação e seu fio condutor dentro do complexo de tradições índicas.
            No contexto da sociedade indiana o hinduísmo tem um impacto profundo e que na maioria das vezes é determinante nas relações sociais e culturais e que é utilizada pelos nacionalistas para perpetua-la. Desta forma, não é possível se compreender a sociedade indiana sem compreender os conceitos do hinduísmo.
Textos sagrados
            Como referido acima os livros Vedas e Purana se constituem nos textos sagrados, não únicos, do hinduísmo. As literaturas Vedas são as fontes utilizadas pela mais alta casta – os sacerdotes; enquanto que a literatura Purana é a fonte literária popular das castas mais baixas.
            Os Vedas foram originalmente escritos em sânscrito (língua clássica da Índia), mas por muito tempo foi preservado apenas na forma oral – significa “Conhecimento” e são divididos em quatro partes:  o Rig, o Yajur, o Sama e o Atharva - consiste de um Samhita (coleção de hinos, versos e cânticos), um Brahmana (no qual as origens míticas, os contextos e os significados do ritual são explicados), um Aranyaka (um texto da floresta, onde os significados mais esotéricos e secretos dos ritos são detalhados), e um Upanishad (composto de especulações místicas e ruminações filosóficas). Os Samhitas dos quatro Vedas estão correlacionados com as funções dos quatro principais sacerdotes do sacrifício védico e foram compostos e preservados por esses sacerdotes para o uso ritual. Cada um dos quatro Vedas tem várias recensões devido às diferentes práticas de diferentes escolas rituais. O Veda era, e continua a ser, memorizado sílaba por sílaba e transmitido oralmente por meio de um intrincado método de recitação. Mas atualmente é possível encontrar diversas versões impressas e traduzidas para muitas línguas, tanto indianas quanto europeias.
            Para um numero crescente de estudiosos a literatura contida nos Puranas, literalmente “velhos livros” é o coração do hinduísmo, que juntamente com as duas Grandes Epopeias, o Mahabharata e o Ramayana, que em seu conjunto recebem a nomenclatura de Itihasa ("história"), permeia consideravelmente na concepção religiosa dos hindus em sua grande maioria. Dessas a Epopeia Mahabharata se destaca e é referida por muitos líderes hindus como contendo o epítome de sua fé e tem sido o cerne de inúmeras palestras e livros sobre o hinduísmo.
            Tratando sobre essas literaturas Puranas o pesquisador Klaus K. Klostermaier destaca que coletivamente “essa literatura é a principal fonte do hinduísmo, como é praticada hoje por centenas de milhões de hindus, e é referida como autoritária por centenas de milhares de professores religiosos” (2008). De forma simples eles podem ser divididos em dois conjuntos literários: um grupo contendo dezoito livros chamados de Mahapuranas ("Grandes Puranas") e um conjunto muito mais amplo chamado de Upapuranas ("menores" Puranas). De acordo com Klostermaier os “Mahapuranas foram divididos em Vaisnava, Saiva e Sakta Puranas, exaltando respectivamente Visnu, Shiva ou Devi como Ser Supremo”, enquanto que as literaturas “Upapuranas, além destes, também exaltam Surya, o sol, Ganesa, o filho de cabeça de elefante de Shiva e Parvati, ou alguma divindade menos conhecida.” (2008). As grandes comunidades do hinduísmo como os Vaisnavas, Saivas e Saktas, fundamentam seus ensinamentos e rituais amplamente em seus respectivos Puranas.
Principais Conceitos ou Doutrinas
            Como mencionado acima o hinduísmo é uma religião heterogênea no que tange aos seus ensinos. Entretanto, é possível observarmos um seleto grupo de crenças que perfazem um núcleo central do seu sistema religioso, compartilhado por todos os grupos chamados “hindus”.
Carma e Renascimento
Na tradição indiana, carma significa originalmente “ação, trabalho ou feito”, mas religiosamente veio a significar o “efeito” de uma ação, ou a soma total dos “efeitos” de ações passadas. A vida de uma pessoa reflete tanto seus feitos passados quanto indicara sua vida futura. Desta forma, os rituais que começam com os samskara, ritos de passagem realizados em momentos críticos da vida de um jovem, têm como objetivo reparar as imperfeições do nascimento. No período védico, o trabalho ritual também continuou a se constituir no meio de criar uma vida após a morte desejável para si mesmo.
Na visão hindu todas as ações produzem frutos, bons ou ruins, que determinam a qualidade da vida de alguém. Essa lei moral e causal do carma aparece pela primeira vez nos primeiros Upanishads e também aparece como uma doutrina proeminente nas novas religiões que surgiram na índia na época, o budismo e o jainismo. Assim, acredita-se que a natureza das ações de uma pessoa - e a atitude com que as ações são realizadas - produzem consequências determinantes sobre o futuro da pessoa, tanto nesta vida quanto nos futuros renascimentos.
Dharma e o sistema Varnashrama Dharma
Esse conceito-chave do hinduísmo está intimamente ligado àqueles de carma e renascimento. O dharma é um termo multivalente que inclui dentro de seu alcance semântico religião ou retidão, mas também dever. O dharma significa não apenas buscar uma vida ética, mas também assumir os deveres próprios da classe ou casta em que se nasce (devido ao karma passado), e ao estágio da vida em que esta atualmente. Cumprindo o próprio dever (svadharma), como foi atribuído pelo nascimento e pela fase da vida, tem sido tradicionalmente um importante ideal hindu: "É muito melhor cumprir os deveres prescritos próprios, embora com defeitos, do que executar com perfeição os deveres alheios. A destruição durante o cumprimento do próprio dever é melhor do que ocupar-se nos deveres alheios, pois seguir o caminho dos outros é perigoso." (Bhagavad Gita, 3.35). A doutrina do svadharma, respaldada pelos conceitos de carma e renascimento, sustenta uma das instituições mais importantes e duradouras da Índia hindu, o sistema de castas. Desigualdades na vida atual são consideradas como resultado de diferentes karmas passados, e as desigualdades de um futuro projetado refletirão as recompensas e punições de ações feitas no presente.
Desde o tempo do Veda em diante, as quatro classes básicas da sociedade hindu - brâmanes, kshatriyas, vaishyas e shudras (servos) - receberam papéis e funções específicas e foram exortadas a não se desviar de tais deveres inatos. No topo está a classe cujo trabalho diz respeito à esfera religiosa; o sacerdote Brahman é, de acordo com os textos (não coincidentemente compostos por membros desta classe), para ser considerado como uma espécie de deus humano. Os Kshatriyas devem ser governantes e guerreiros e se engajar nas atividades apropriadas ao seu nascimento. Quanto aos plebeus, eles devem dedicar-se a ocupações preocupadas com riqueza e prosperidade, tendendo a pecuária e comércio. Os deveres e ocupações dos servos são diretos: servir humildemente aos membros das classes mais altas e esperar por um melhor renascimento. Finalmente, há as ocupações daqueles que vivem abaixo dessa hierarquia.
Samsara, libertação e as formas de alcançar a libertação
Outro conceito central no hinduísmo é a noção de que nascimento, morte e renascimento perpétuos ocorrem não apenas no nível dos seres humanos, mas do universo como um todo. O nome sânscrito para essa teoria é samsara, uma palavra que significa literalmente vagar ou passar por uma série de estados ou condições. Samsara descreve o ciclo sem começo e sem fim de morte e renascimento cósmico ou universal; toda a existência fenomenal é transitória, em constante mudança e cíclica. Correlativo a essa compreensão do mundo está a crença na natureza fundamentalmente ilusória do mundo das aparências - um conceito conhecido no hinduísmo como maya. É porque se é ignorante da verdadeira natureza da realidade que se percebe um mundo de diferenciação e mudança; e é por nossa própria ignorância que sofremos e produzimos carma.
Todas as tradições hindus postulam uma alternativa ao karma e ao renascimento e à roda do samsara ou romper esse circulo e evoluir. As principais alternativas são apresentadas, entre outras: a primeira é abrir mão de tudo e optar por um estilo de vida completamente ascética; uma segunda alternativa é através da yoga que propõe um alinhamento perfeito entre o espírito e o corpo; a terceira forma é através da busca permanente da sabedoria ou jnana, que significa ver além da aparência ilusória do mundo, alcançando assim uma sabedoria mística da natureza verdadeira unitária do universo e tudo o que é nisso. Ao se alcançar tal sabedoria experimenta-se uma transformação que se iguala a moksha, ou libertação - libertação da ignorância e também libertação do karma. Por fim têm o caminho da devoção e fé em uma divindade,[1] onde a pessoa dedica-se completamente a uma divindade personalizada e ao final dessa devoção alcança a salvação ou libertação do carma e a verdadeira felicidade. Em uma sociedade de castas radical, o movimento bhakti (devoção) tornou-se uma saída para aqueles da casta baixa e outros que haviam sido deixados de lado ou diminuídos pelo hinduísmo orientado pelas castas. A ênfase do movimento na devoção simples, na humildade e no poder da graça divina para redimir os mais miseráveis, tornou-se a forma ideal para se romper o processo cármico.
Entretanto, para a maioria dos hindus a libertação final parece estar fora de alcance nesta vida. A grande maioria simplesmente tenta viver virtuosamente e obter, como resultado, uma vida agradável aqui na terra e um melhor renascimento no futuro.
Sistema de Casta
Casta é o termo mais conhecido para descrever o cenário social tradicional hindu, no qual os grupos são organizados em uma hierarquia de status, geralmente baseada na pureza percebida da ocupação tradicional de cada grupo. Esse conceito surge a partir da história da criação na narrativa hindu, onde uma figura divina criadora se desmembra, de modo que cada uma das partes de seu corpo foi utilizada para compor o conjunto da criação. Cada Casta representa uma parte desse corpo divino:
Brâmanes - A mais alta das quatro principais castas da Índia criada a partir da cabeça do deus; representam oito por cento da população indiana, mas mantêm grande poder e autoridade. Em termos ortodoxos cabe somente a eles o exercício do sacerdócio.
Kshatriyas – Criados a partir dos braços do deus, que são associados à força e poder e representam os fortes, os combatentes, os guerreiros e as pessoas no campo de batalha; quinze por cento da Índia se enquadra nessa categoria. Atualmente qualquer pessoa com o poder de governar geralmente recebe o status kshatriya.
Vaishyas - Criados a partir das pernas do deus; estes são os comerciantes, fazendeiros e aqueles que cuidam da alimenta e necessidades básicas da vida; nove por cento da população.
Shudras – São aqueles que compõem a casta mais baixa e que foram feitos a partir dos pés do deus; os Shudra são criados para servir todos os demais e a eles esta vedada qualquer possibilidade de ascensão ou estudo e compõe vinte e nove por cento da população.
Dalits – São os párias ou seja, todos aqueles que não estão inseridos em nenhuma das Castas, quer por nascimento (seus pais eram Dalits), quer por desobediência às regras de castas e foram expulsos do sistema de castas e não podem mais participar de nenhum privilégio da sociedade indiana; representam quase metade da população.
Termos Essenciais no Hinduísmo
Brahman (Brâman) - representa de alguma forma a principal busca do hinduísmo. O brâmane é a realidade suprema e os hindus o definem de várias maneiras; alguns definem em termos de um deus pessoal (Brama), outros como uma série de deuses, outros ainda como uma essência que permeia o universo.
Atman (Atmã) - “Alma ou essência”; o fundamento de nosso ser e a base de toda a realidade e, em última instância separada dela.
Tat Tvam Asi - “Tu és um dos” ou “você é um servo do”; a principal percepção dos Upanishads é o reconhecimento de que sua essência é idêntica à essência do universo, portanto, se você puder entender a essência de seu próprio eu (ego), que é atman, então, por implicação, você poderá entender a essência de todo o universo.
Samsara - significa literalmente "fluxo"; o ciclo individual de vida e morte e renascimento, que nunca termina na cosmovisão hindu até que você tenha essa percepção de Tat Tvam Asi; O samsara é a principal questão do hinduísmo.
Maya – “mágica ou ilusão” é o poder de produzir uma falsa maneira de olhar o mundo devido à ignorância ou à sobreposição da realidade última sobre ele. Assim, os seres humanos se confundem em relação a verdadeira natureza do mundo e de si mesmos, de maneira que são mantidos na escravidão de seus desejos perpetuando o ciclo de reencarnação (satnsara) que vem disso; ao mesmo tempo, porém, essas pessoas não sabem que estão em escravidão.
Carma - “ato ou ação”; O carma afirma que toda ação é o efeito de uma causa; e, por sua vez, é a causa de um efeito.
Moksha - "soltura, liberação ou escape"; a busca da transcendência final da existência mortal. A pessoa rompe os laços do carma ou samsara quando finalmente alcança a verdade de Tat Tvam Asi; o equivalente soteriológico da salvação no cristianismo.
Monismo - Significa simplesmente que existe apenas um princípio último de existência dos quais todos os demais seres são apenas atributos e modos; a força unificadora no universo, da qual todas as demais são derivadas. Equivalente ao conceito teológico cristão de Deus a origem de toda existência.
Ioga - A quarta das seis Escolas da filosofia hindu; Ioga tornou-se o caminho para que uma pessoa possa alcançar samkhya, a essência da verdade, passando por vários exercícios de meditação e completo isolamento do mundo físico.
Satcitananda - Sat é “ser [absoulto]”, “cit” é consciência [compreender] e “ananda” é felicidade ou alegria [êxtase]; Satcitananda é a junção dessas três palavras (Consciência de felicidade absoluta), ou descrições dos três atributos de Brahman encontradas no final dos Upanishads, juntas em uma palavra.

Me. Ivan Pereira Guedes
Centro de Pesquisa e Documentação
das Religiões no Guarujá (CPDR)

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Referências Bibliográficas
FLOOD, Gavin (Ed.) The Blackwell Companion to Hinduism. Blackwell Publishing Ltd, 2003.
GUÉNON, René. Introdução Geral ao Estudo das Doutrinas Hindus. São Paulo: IRGET, 2016.
HEXHAM, Irving. Dicionário de religiões e crenças modernas. Tradução Rogério Portella. São Paulo: Editora Vida, 2003. [Edição de Bolso].
HINNELLS, John R. Dicionário das Religiões. São Paulo: Editora Cultrix Ltda, 1995 (1989). [The Penguin Dictionary of Religions].
JONES, Constance; RYAN, James (Org.) Encyclopedia of Hinduism. New York, Facts on File, 2007.
KLOSTERMAIER, Klaus K. Hinduism: A Beginner's Guide. London: Oneworld Publications, 2008.
STODDART, William. O Hinduísmo. Tradução Alberto Vasconcellos Queiroz. São Paulo: IMBRASA, 2004.
WEBER, Max. The religion of India: the sociology of hinduism and buddhism. New York: The Free Press, 1958. (Uma abordagem sociológica).

Livro Sacro: Bhagavad-gītā Como Ele É – comentário em português (https://vedabase.io/pt-br/library/bg/). 



[1] As divindades adoradas no hinduísmo chegam a milhões de entidades diferentes, mas os mais populares são Brahma (criador do Universo), Shiva (Deus Supremo) e Vishnu (responsável pelo equilíbrio do Universo), bem como  Ganesha (Deus da sabedoria), Matsya (salvador da espécie humana) e Sarasvati (matrona das artes e da música) que também são muito cultuadas.

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